Liberação começou em 15 de outubro e será gradual. Novidade permite orientar o investimento, mas não garante um teto diário por canal.
O Google anunciou, em 14 de outubro de 2026, novos controles de orçamento e prioridade de canais no Google Ads. A implantação começou no dia 15 e ocorrerá ao longo dos próximos meses. Search, Shopping, Performance Max e Demand Gen estão no escopo, com diferenças entre os recursos disponíveis.
Para quem anuncia, a mudança abre uma alternativa entre manter uma rede ativa ou excluí-la. Será possível definir prioridades e, nas campanhas elegíveis, indicar quanto do orçamento pode ser destinado a canais secundários. A inteligência artificial continua responsável pela distribuição dos anúncios.
O que mudou no controle de orçamento do Google Ads?
São dois recursos opcionais. A priorização classifica canais como de alta ou baixa prioridade. Já a alocação permite definir um percentual desejado para o gasto diário em canais de baixa prioridade.
Segundo o anúncio oficial do Google, os controles serão liberados globalmente. Isso não significa acesso imediato para todas as contas brasileiras. A disponibilidade depende da etapa de implantação e do tipo de campanha.
O impacto prático está na possibilidade de testar uma rede com mais critérios. Uma empresa que evita canais secundários por receio de dispersar verba ganha outra forma de orientar o investimento. O teste, porém, ainda precisa de uma hipótese: quais resultados esse canal deve entregar e como serão avaliados?
Como funciona a priorização de canais?
O sistema procura financiar primeiro os canais de alta prioridade, respeitando metas de lance e oportunidades elegíveis. A verba restante pode seguir para os de baixa prioridade. Todos começam classificados como de alta prioridade.
Há uma ressalva para campanhas com CPA desejado, ou custo por aquisição, e ROAS desejado, ou retorno sobre o investimento em anúncios. Quando elas não estão limitadas pelo orçamento, apenas mudar a prioridade geralmente não altera a distribuição. A alocação percentual continua aplicável.
Por isso, marcar um canal como secundário não deve ser tratado como uma ordem de desligamento. Antes de mudar a configuração, o gestor precisa entender se o problema está na rede, na meta de lance ou nos dados usados para medir as conversões.
O percentual não é um teto garantido de gasto
Considere um exemplo hipotético: uma campanha tem orçamento diário médio de R$ 200 e alocação de 15% para um canal secundário. O cálculo é R$ 200 × 0,15 = R$ 30 por dia.
O Google tentará manter o gasto desse canal dentro dessa referência, mas poderá ultrapassá-la em determinados dias. O percentual incide sobre o orçamento diário médio, e não sobre o gasto efetivo da campanha. A referência é reiniciada diariamente, sem transferir sobras ou excessos.
Essa diferença importa para o caixa. Quem precisa controlar desembolsos deve acompanhar o gasto real, além da configuração escolhida. No exemplo, os R$ 30 ajudam a orientar a operação; não devem ser usados como promessa de despesa máxima.
Quais campanhas recebem os novos recursos?
- Search: Pesquisa Google, parceiros de pesquisa e Rede de Display.
- Shopping: Pesquisa Google e parceiros de pesquisa.
- Performance Max: canais do Google, parceiros de pesquisa e Rede de Display.
- Demand Gen: priorização entre canais do Google e Rede de Display, sem alocação percentual de orçamento.
No Performance Max e no Demand Gen, as propriedades do Google são agrupadas nessa configuração. O recurso não permite dar prioridades independentes a YouTube, Gmail ou Discover dentro desse grupo.
A documentação técnica do Google Ads também prevê configurações por conta, campanha e orçamento compartilhado. Nessa última opção, a alocação vale para o conjunto de campanhas que compartilham a verba, desde que sejam do mesmo tipo.
O que muda na expansão para Display em fevereiro de 2027?
A partir de fevereiro de 2027, campanhas de Pesquisa com expansão para Display ativada migrarão automaticamente para o novo modelo. A distribuição de investimento poderá mudar. Nessa transição, Display também deixará de veicular em campanhas de Pesquisa que usam a estratégia de parcela de impressões desejada.
Para preservar a configuração anterior, o Google orienta classificar Display como baixa prioridade e definir alocação diária de 50%, também sem garantia rígida. Essa orientação atende à transição específica. Não significa que toda empresa deva destinar metade da verba a Display.
Na análise da conta, convém separar duas decisões: preservar o comportamento atual e testar outra distribuição. Fazer ambas ao mesmo tempo dificulta entender o motivo de uma mudança nos resultados.
O que sua empresa deve fazer agora?
Primeiro, verifique se o recurso aparece na conta. Depois, identifique os canais ativos e compare conversões, CPA, ROAS e qualidade dos leads. Um contato barato pode exigir muito esforço comercial ou não ter perfil de compra.
Registre o cenário anterior e o motivo de cada alteração. Acompanhe a distribuição de gastos e respeite o tempo necessário para observar conversões. Evite avaliar um teste apenas por um dia de entrega ou por cliques isolados.
A discussão também passa pela gestão de tráfego com inteligência artificial e pela relação entre tráfego pago e automação. Dados de vendas e qualidade dos contatos ajudam a avaliar se o investimento contribui para os objetivos comerciais.
Mais controle significa campanhas mais eficientes?
Não há garantia de melhora por ativar um novo recurso. As prioridades devem refletir o que a empresa quer alcançar. A avaliação continua dependendo da qualidade das conversões medidas, dos anúncios e da estratégia de lances.
A novidade amplia as formas de orientar a automação. Para transformar essa possibilidade em uma decisão útil, é preciso conectar mídia, mensuração e vendas. Empresas que precisam organizar esse trabalho podem conhecer a Estratégia Digital Turbo da UP2Place.





